líria porto
a quem interessar possa
é hoje o encontro das bruxas
quedaremos juntas
nina roberta lavínia
e a puta-mór
*
Julho 02, 2009
Junho 26, 2009
Junho 22, 2009
liter-atura?
nina rizzi
praia. tardezinha. escrevi pra suzana. no sábado choveu muito. e durante a noite a chuva também nao parou. nem no domingo de manhã. eu adoro o vento. o sol resolveu dar uma dourada em minha pele, ainda que nao a avermelhasse. um sol bem atípico da fortaleza-bela. um sol leve não-ardido. aí me joguei na areia e quase que até cochilo, nao fosse a areia na barriga e seios e pernas.
e eu fiquei lá. a pensar que desta feita você bem que gostava, já que sua pele não se machucava... o sol ardia minha pele e era você que a invadia. e eu não precisava entender se era irracional, diferente ou qualquer encanação. você estava ali e bastava-nos.
a noitinha, não foi o banheiro meu parceiro. você continuava ali. mas pensava em você, nao como gostava de te ouvir [...], mas como sei que é
: doce. então fiquei deitada no colchão, de bruços e bem quietinha... com a mão "ali". fiquei assim uma boa hora ou mais. me re-descobrindo.
tentando te encontrar ali e não só no meu peito. e o meu peito arfava e se levantava meu tronco. e eu gostava que você me beijasse os seios, que me chupasse com força e gana. e eu paradinha (coisa rara) só sentindo minha respiração e desejo como um mar em dia de sol ardido
: cal-mar-ia. e também é bom gozar assim. é bom te amar assim.
Junho 17, 2009
Junho 13, 2009
um romance imaginário
v-
há uns três dias que não parava de chover. o que era um bom motivo pra ela não sair do quarto. que já era um todo impregnado de sexo. seus dedos-desejos. fumou o último cigarro deliciosamente. o gato por entre as roupas jogadas por cima do baú. uma vida que parecia lhe sorrir. sentia-se cansada e só. como em qualquer outro dia. pensou no sujeito que há anos lhe pareceu tão interessante
: seus corpos não se encontravam há já pra lá de duas semanas. ele a mordia, sugava, dançava sobre suas ancas ao som do samba que lhes batia ao longe. ela se movia vaga-rosa-mente. arfava o eterno cansaço dos joelhos que não dormem. ele insistia. virava-a e ela se re-virava. era molhada e vermelha-sangue. sangue, puta não. não como ele gostava que fosse. molhada penetrou-a todos lados. ela contraiu-se. ele insistia fogo. resfolegou. passou-lhe a língua nos suores que tanto prazer lhe davam. voltou a cobri-la. dói ela disse. levantou. insistiu em se lavar as mãos e pênis. podia vê-la no escuro (aquela... pediu que tentasse. insistisse num esforço à favor de suas necessidades mais e tão vitais). voltou pra cama e ela lhe abraçou. sua pélvis encontrou de novo ancas-fantásticas-flácidas. gostava. suas mãos queriam o ar. em movimento vento. ela friccionava-se nele que prendia louco o ar pra não ter que dizer qualquer coisa. um nome que não era um qualquer. quase explodia vermelho não dela. de sonhos desfeitos. você me quer muito? ela arfava num quase-desejo. eu te amo muito, você me ama o quanto? sim. o abraçou. ele via o cinzento mar e ela gozava. ele tinha de lavar as mãos. como ela pôde gozar? mulheres!... puxou-o glande, mas ele se levantou. precisava de literatura. de cigarros...
que se passa? ele sempre a fazia gozar em só pensar. eles que tinham a toda perícia-imaginária. teria ela desaprendido os dedos de tanta falta de inércia e então viciados-insensíveis? dessa vez não conseguiu. pensou em sair. incrível. ver gente. precisava de um bom pretexto e o tinha
: cigarros!
Junho 06, 2009
puta
líria porto
mau passo - confesso
amasso a vida na cama
recebo troco de macho
nada tenho a fazer
eu dei vendi emprestei
tudo que tinha
(mulher
de púbis
público)
*
mau passo - confesso
amasso a vida na cama
recebo troco de macho
nada tenho a fazer
eu dei vendi emprestei
tudo que tinha
(mulher
de púbis
público)
*
Junho 04, 2009
papa!
francis-canina,
clarinina,
dome-nina,
cristi-nina,
carmelinina?
qual! ellenina!
beat
ficada.
cano
ni(na)
z(u)ada.
uma sujeita
pró-fa(i)na
: inte(i)res- santa!
clarinina,
dome-nina,
cristi-nina,
carmelinina?
qual! ellenina!
beat
ficada.
cano
ni(na)
z(u)ada.
uma sujeita
pró-fa(i)na
: inte(i)res- santa!
Junho 02, 2009
repertório ao gosto popular, ou um repertório de mau-gosto
i- a seresta
será sina
see-ntir assim
serei sua
(e o balde d'água é na janela de-baixo)
ii- o samba
não me enrola
: rebola, rebola, rebola
senão, desilusão
iii- o funk
senta gostosinho
chupa e mexe
tem caldinho
iv- a valsa
a amargura da saudade
é só minha
que naquela noite chorei-mulher
feita-feliz
v- o tango
enlaça minha perna
em meus olhos
desejo
es-cor-regar
lique-feita-mulher
vi- o rock and roll
estriquinado, noiado
yeah!
vou te comer
vii- o minimalista
foooooooo
der
viii- a bossa
a musa sai do mar
arrebata ondas
e naufrago-falo
em tuas entranhas-espumas
ix- o rap
eu menti só pra podê
a vagabunda fodê
eu sou galinha, eu sou machão
mas gostei mesmo
do seu dedão
x- o infantil
upa, cavalinho
xi- a moda
meu amor não fique triste
antes d'imbora do sertão
te toquei, violei,
te dei mais que o coração
: foi até o facão
xii- o populacho
do mel dos seus beijos a lua viu
a viu o mel dos seus beijos
só a lua testemunhou esses melados beijos
xiii- o clássico
mais que voz
me acorda e me tecla e me toca
e me dedilha e me vara
sopra... sopra!
faz de mim tua
sinfonina
será sina
see-ntir assim
serei sua
(e o balde d'água é na janela de-baixo)
ii- o samba
não me enrola
: rebola, rebola, rebola
senão, desilusão
iii- o funk
senta gostosinho
chupa e mexe
tem caldinho
iv- a valsa
a amargura da saudade
é só minha
que naquela noite chorei-mulher
feita-feliz
v- o tango
enlaça minha perna
em meus olhos
desejo
es-cor-regar
lique-feita-mulher
vi- o rock and roll
estriquinado, noiado
yeah!
vou te comer
vii- o minimalista
foooooooo
der
viii- a bossa
a musa sai do mar
arrebata ondas
e naufrago-falo
em tuas entranhas-espumas
ix- o rap
eu menti só pra podê
a vagabunda fodê
eu sou galinha, eu sou machão
mas gostei mesmo
do seu dedão
x- o infantil
upa, cavalinho
xi- a moda
meu amor não fique triste
antes d'imbora do sertão
te toquei, violei,
te dei mais que o coração
: foi até o facão
xii- o populacho
do mel dos seus beijos a lua viu
a viu o mel dos seus beijos
só a lua testemunhou esses melados beijos
xiii- o clássico
mais que voz
me acorda e me tecla e me toca
e me dedilha e me vara
sopra... sopra!
faz de mim tua
sinfonina
Maio 30, 2009
finjo-me esfinge
líria porto
meia lua meu amor
é tua
a outra metade
guardei-a para o compadre
que me beija a boca
quando chegas tarde
da casa da outra
*
meia lua meu amor
é tua
a outra metade
guardei-a para o compadre
que me beija a boca
quando chegas tarde
da casa da outra
*
Maio 26, 2009
Maio 25, 2009
trip-hop pra suzana
suzana tem razão
: o foda do cio
é que a foda
deve ser
com o desej(ad)o.
nem adianta
procurar outras
sinfoninas
: que nada basta
ria
a poesi(n)a
..........u
..........a
*
suuuu ssss
suzanne é a garota
mais linda
de tudos campos
a(té)montanha-das
rias formosas.
eu estiquei meu indica
dor
e ofereci-a
a-mim
: naus frágeis
em alto-mar
cio-so.monos.
: o foda do cio
é que a foda
deve ser
com o desej(ad)o.
nem adianta
procurar outras
sinfoninas
: que nada basta
ria
a poesi(n)a
..........u
..........a
*
suuuu ssss
suzanne é a garota
mais linda
de tudos campos
a(té)montanha-das
rias formosas.
eu estiquei meu indica
dor
e ofereci-a
a-mim
: naus frágeis
em alto-mar
cio-so.monos.
Maio 22, 2009
escapa_dela
líria porto
fugiu solteiro
sem paradeiro
apareceu aqui
fingi um susto
y con mucho gusto
lo recebi
*
fugiu solteiro
sem paradeiro
apareceu aqui
fingi um susto
y con mucho gusto
lo recebi
*
Maio 20, 2009
orquestrando
nina rizzi
acordei c'um sujeito me bulinando
cu e peitos
flácidos.
susto.
quem foi que disse
que alaúde só ilude?
: tava certo.
era dia de reis
e só tinha minha folia
violino sem varas.
eu que só sei tocar acordes violentos
em corpos de guitarra,
acord(e)o(n) de
a-cor-dar-te ma(e)stro
: toc'aqui da oitava a zilhonésima
sinfonina.
acordei c'um sujeito me bulinando
cu e peitos
flácidos.
susto.
quem foi que disse
que alaúde só ilude?
: tava certo.
era dia de reis
e só tinha minha folia
violino sem varas.
eu que só sei tocar acordes violentos
em corpos de guitarra,
acord(e)o(n) de
a-cor-dar-te ma(e)stro
: toc'aqui da oitava a zilhonésima
sinfonina.
Maio 14, 2009
tara
líria porto
a curva da lua
a curva da rua
a curva do rio
a curva do cio
a curva do seio
a curva da bunda
a curva da curva
o cu
*
a curva da lua
a curva da rua
a curva do rio
a curva do cio
a curva do seio
a curva da bunda
a curva da curva
o cu
*
Maio 11, 2009
um romance imaginário
nina rizzi ૐ
iv-
não comia há três dias. pegou uns trocados na calça, colocou um chapéu na cabeça. bem baixo, como os olhos. devia ter uma padaria na esquina. tinha um gato que correu pra ela. enroscava em suas pernas. dançava tango. com o rabo espanava a rotina de seu corpo mal-acostumado. tão virgem de quaisquer aventuras e sentimentos reais.
afastou o gato, mas ele a perse-guia. era um belo gato. como a maioria deles. imponente, articulado e charmoso. parou com o saco à cara pra não ter que olhar nada além dele. tinha algo de seu nele. algo de sua infância. algo que se partiu e não sabia o que era por ver apenas minúsculos cacos desconexos, não um puzzle. pedaços de tantas idas-e-vindas
: eu preciso ir, gatinho. ele a seguia.
não queria o animal. o ser vivo. que era uma responsabilidade a mais. olhos a mais a espiá-la. mas deixar o pobrezinho ali na rua, a rua tão perigosa de gentes? ele a guiou até sua casa como se sempre tivesse vi-vido ali. como se fosse o dono e ela um animalzinho desprotegido. depois de anos, o pegou. anos sem tocar um qualquer vivente, o pegou. escondeu-o entre os sacos pra que não vissem animal-proibido. pra que não os vissem marginais-esquisitos.
de um pulo estava em sua cama. poderia dizer. não gatinho, aí não,mas algo nele a para-lisava. algo de animal. de ser-vivo. de memória. embebedou o pão no leite e comeram juntos na cama suja e se deitaram. esticaram. e seus tão precisos movimentos a fazia rir de amores.
: quer me dizer algo?
se eu começasse a dizer não iria pra casa. e não se lembraria do que tem de ser feito. é melhor não dizer nada
: é. continuar como está. você nunca me diz nada mesmo.
te amo. não?
: gostava de algo que não costumo gostar nos outros. cotidiano. se não posso compartilhá-lo, ao menos saber de algo. tipo o que você faz? caralho, eu não sei nada sobre você. e sou meio patética. porque fico lhe dizendo coisas que nem sei se lhe interessa. como interessariam a mim. eu tenho... todo sentimento do mundo.
então pergunta ora... eu não sou muito de falar, já devia saber isso...
: há coisas que devem ser espontâneas. não quero invadir. só se for você toda. e fala como se eu fosse uma desconhecida de você. é. e sou mesmo. por outro lado, é como se te soubesse todos os sentidos. as nuances irre-veladas. nós fazemos coisas deliciosas e impublicáveis (ao menos aos menores). tudo. o que mais ninguém sabe.
e a revirou do avesso e revestrés. chupando cada um dos seus dedos dos pés. e dizia que devia dizer que não há quem goste mais nesse mundo de chupar do que ela. não há nesse mundo quem tenha mais gana ou perícia. sim, chupava suavemente. os dedos e depois entre os dedos e subia com a ponta da língua que balançava e girava por entre as pernas. quedou nas coxas. na virilha. gostava que abrisse as pernas bem abertas. e as segurou uma pra cada lado apertando aqueles dedinhos ainda molhados. e como a um tapete língou desde o cu, passando por sua fenda e clitóris, até o púbis. estava entre suas pernas. suava muito, apesar do frio mórbido que fazia. que todo aquele frio a deixou muito excitada. como podiam os seus corpos quentes? ai, pode. pode e deve sim. em ritmo circular, como a uma ciranda, gira-gira a língua em seu umbigo. e desce rebolando ao clitóris-amado. gira-girando luas-novas num crescente sem fim. a outra e seu arquejo-arrepio. sim, arquejava os quadris apertando os pelos em seu rosto. que se esfregava louco nela, enfiando a língua lá dentro. sentindo essa rugosidade de ladrilhos internos e mais a fundo liso como azulejos portugueses.
e de tanto lamber, se pôs a chupar melhor que manga, sua fruta preferida. chupou com tanta gana e gosto que parecia até uma sucção dos órgãos mais internos. e desceu um pouco mais lambendo com a ponta da língua o seu cuzinho. molhou-o. e com o dedo indicador mais o médio ficou ali no escuro só a brincar. só a fingir que entraria, mas não entrava. é uma esfrega-esfrega em que pareciam contorcionistas chinesas. e chupando os dedos teimavam em não querer entrar e a silenciosa teimava em querê-los. e a res-sentida teimava em amá-la tanto quanto a sua vida. que vida de verdade é assim, colada na dela.
apertou as coxas e os quadris apertava pra tê-la mais junto e de pernas mais abertas. a virou a cavalo e puxou a barriga pra cima a enfiar a cabeça lá por debaixo. chupando, sugando, lambendo. ela não espera e é assim: um soco socado bem lá no teu fundo os três dedos que são dez. levantou e com os dedos ainda lá, encostou a pélvis em sua bunda. e mexia sincronia dedos e quadris. apertando os seios que tentava abocanhar. e não conseguindo que não se contorce tanto quanto quer e deve, mordisca as costas. os ombros. o arrepio fino da pele que não sente frio. e mordisca ainda as nádegas brancas. lambe e morde e enfia a língua lá. no cu que se contrai. polegar nele. uns outros quatro na frente. assim. mão toda e inteira no vai-e-vem dos quadris. do desejo.
lambe barriga e cintura. dança e geme seu nome. que é com ela que ama e goza e sua saliva é o teu gozo. a outra saliva é o teu corpo. suas secreções ela. e remexe enlouquecida os quadris e todo o corpo-acrobacia no corpo que treme e geme e quer, céus, o corpo que quer e ela nem pode duvidar. a vibração, o blues. a outra realidade. as almas bailando suspensas pelo teto enquanto os corpos brincam animados. ânima-dos.
e goza e é um gozo louco, ininterrupto e tão louco que não é saciante, antes faz desejar ainda mais. amá-la mais e apertar e ouvir "calma" e ficar ainda mais maluca. calma com a enrolada língua num seu nome que a deixa maluca. ajoelhada a puxa pelas pernas que coloca em meus ombros e a sua coisa linda e cheirosa e tão-sua-saliva está colada à cara e tem vontade de mordê-la. de entrar nariz e olhos e cabeça lá dentro. e suas coxas agora são roxas. mas ela não sente a dor. que é uma coisa suave e bela. que mantém as unhas curtas pra dar apenas prazer. sim, ela está viva e grita ai!!! então é revirada novamente e abocanha um teu seio e aperta o outro e junto os dois e os mete na boca. e mete os seus nos líquidos.
um abraço apertado. que nessas horas não há o que se dizer. só fala o corpo-vibrante. ficam assim deitadas e agarradas. lambem pescoços. e chupam. um lóbulo de orelha mordiscado.
parece que o gato está bem. fica ali pensando nela. esperando? quer um café? vai fumar lá fora que é pra não lhe dar vontade. agora ela sorri tão lindo. nossa, tão-lindo. quase... pueril. os olhos brilham. e não sabe parar olhar. pra si, pro gato. pro nada. que não há nada de gente ali.
não comia há três dias. pegou uns trocados na calça, colocou um chapéu na cabeça. bem baixo, como os olhos. devia ter uma padaria na esquina. tinha um gato que correu pra ela. enroscava em suas pernas. dançava tango. com o rabo espanava a rotina de seu corpo mal-acostumado. tão virgem de quaisquer aventuras e sentimentos reais.
afastou o gato, mas ele a perse-guia. era um belo gato. como a maioria deles. imponente, articulado e charmoso. parou com o saco à cara pra não ter que olhar nada além dele. tinha algo de seu nele. algo de sua infância. algo que se partiu e não sabia o que era por ver apenas minúsculos cacos desconexos, não um puzzle. pedaços de tantas idas-e-vindas
: eu preciso ir, gatinho. ele a seguia.
não queria o animal. o ser vivo. que era uma responsabilidade a mais. olhos a mais a espiá-la. mas deixar o pobrezinho ali na rua, a rua tão perigosa de gentes? ele a guiou até sua casa como se sempre tivesse vi-vido ali. como se fosse o dono e ela um animalzinho desprotegido. depois de anos, o pegou. anos sem tocar um qualquer vivente, o pegou. escondeu-o entre os sacos pra que não vissem animal-proibido. pra que não os vissem marginais-esquisitos.
de um pulo estava em sua cama. poderia dizer. não gatinho, aí não,mas algo nele a para-lisava. algo de animal. de ser-vivo. de memória. embebedou o pão no leite e comeram juntos na cama suja e se deitaram. esticaram. e seus tão precisos movimentos a fazia rir de amores.
: quer me dizer algo?
se eu começasse a dizer não iria pra casa. e não se lembraria do que tem de ser feito. é melhor não dizer nada
: é. continuar como está. você nunca me diz nada mesmo.
te amo. não?
: gostava de algo que não costumo gostar nos outros. cotidiano. se não posso compartilhá-lo, ao menos saber de algo. tipo o que você faz? caralho, eu não sei nada sobre você. e sou meio patética. porque fico lhe dizendo coisas que nem sei se lhe interessa. como interessariam a mim. eu tenho... todo sentimento do mundo.
então pergunta ora... eu não sou muito de falar, já devia saber isso...
: há coisas que devem ser espontâneas. não quero invadir. só se for você toda. e fala como se eu fosse uma desconhecida de você. é. e sou mesmo. por outro lado, é como se te soubesse todos os sentidos. as nuances irre-veladas. nós fazemos coisas deliciosas e impublicáveis (ao menos aos menores). tudo. o que mais ninguém sabe.
e a revirou do avesso e revestrés. chupando cada um dos seus dedos dos pés. e dizia que devia dizer que não há quem goste mais nesse mundo de chupar do que ela. não há nesse mundo quem tenha mais gana ou perícia. sim, chupava suavemente. os dedos e depois entre os dedos e subia com a ponta da língua que balançava e girava por entre as pernas. quedou nas coxas. na virilha. gostava que abrisse as pernas bem abertas. e as segurou uma pra cada lado apertando aqueles dedinhos ainda molhados. e como a um tapete língou desde o cu, passando por sua fenda e clitóris, até o púbis. estava entre suas pernas. suava muito, apesar do frio mórbido que fazia. que todo aquele frio a deixou muito excitada. como podiam os seus corpos quentes? ai, pode. pode e deve sim. em ritmo circular, como a uma ciranda, gira-gira a língua em seu umbigo. e desce rebolando ao clitóris-amado. gira-girando luas-novas num crescente sem fim. a outra e seu arquejo-arrepio. sim, arquejava os quadris apertando os pelos em seu rosto. que se esfregava louco nela, enfiando a língua lá dentro. sentindo essa rugosidade de ladrilhos internos e mais a fundo liso como azulejos portugueses.
e de tanto lamber, se pôs a chupar melhor que manga, sua fruta preferida. chupou com tanta gana e gosto que parecia até uma sucção dos órgãos mais internos. e desceu um pouco mais lambendo com a ponta da língua o seu cuzinho. molhou-o. e com o dedo indicador mais o médio ficou ali no escuro só a brincar. só a fingir que entraria, mas não entrava. é uma esfrega-esfrega em que pareciam contorcionistas chinesas. e chupando os dedos teimavam em não querer entrar e a silenciosa teimava em querê-los. e a res-sentida teimava em amá-la tanto quanto a sua vida. que vida de verdade é assim, colada na dela.
apertou as coxas e os quadris apertava pra tê-la mais junto e de pernas mais abertas. a virou a cavalo e puxou a barriga pra cima a enfiar a cabeça lá por debaixo. chupando, sugando, lambendo. ela não espera e é assim: um soco socado bem lá no teu fundo os três dedos que são dez. levantou e com os dedos ainda lá, encostou a pélvis em sua bunda. e mexia sincronia dedos e quadris. apertando os seios que tentava abocanhar. e não conseguindo que não se contorce tanto quanto quer e deve, mordisca as costas. os ombros. o arrepio fino da pele que não sente frio. e mordisca ainda as nádegas brancas. lambe e morde e enfia a língua lá. no cu que se contrai. polegar nele. uns outros quatro na frente. assim. mão toda e inteira no vai-e-vem dos quadris. do desejo.
lambe barriga e cintura. dança e geme seu nome. que é com ela que ama e goza e sua saliva é o teu gozo. a outra saliva é o teu corpo. suas secreções ela. e remexe enlouquecida os quadris e todo o corpo-acrobacia no corpo que treme e geme e quer, céus, o corpo que quer e ela nem pode duvidar. a vibração, o blues. a outra realidade. as almas bailando suspensas pelo teto enquanto os corpos brincam animados. ânima-dos.
e goza e é um gozo louco, ininterrupto e tão louco que não é saciante, antes faz desejar ainda mais. amá-la mais e apertar e ouvir "calma" e ficar ainda mais maluca. calma com a enrolada língua num seu nome que a deixa maluca. ajoelhada a puxa pelas pernas que coloca em meus ombros e a sua coisa linda e cheirosa e tão-sua-saliva está colada à cara e tem vontade de mordê-la. de entrar nariz e olhos e cabeça lá dentro. e suas coxas agora são roxas. mas ela não sente a dor. que é uma coisa suave e bela. que mantém as unhas curtas pra dar apenas prazer. sim, ela está viva e grita ai!!! então é revirada novamente e abocanha um teu seio e aperta o outro e junto os dois e os mete na boca. e mete os seus nos líquidos.
um abraço apertado. que nessas horas não há o que se dizer. só fala o corpo-vibrante. ficam assim deitadas e agarradas. lambem pescoços. e chupam. um lóbulo de orelha mordiscado.
parece que o gato está bem. fica ali pensando nela. esperando? quer um café? vai fumar lá fora que é pra não lhe dar vontade. agora ela sorri tão lindo. nossa, tão-lindo. quase... pueril. os olhos brilham. e não sabe parar olhar. pra si, pro gato. pro nada. que não há nada de gente ali.
Maio 07, 2009
Abril 24, 2009
Abril 19, 2009
sotaque
líria porto
lambeu minha língua
apreendeu palavras rimas e gírias
engoliu-as com a saliva
de outra pátria
*
lambeu minha língua
apreendeu palavras rimas e gírias
engoliu-as com a saliva
de outra pátria
*
Abril 13, 2009
Abril 11, 2009
dio santo
líria porto
um moreno tão bonito
ao fitar o seu semblante
minha pele se eriça
bate um frio baixo/ventre
dentro em mim faz-se um precisa-se
deus do céu o que são issos
premências?
*
um moreno tão bonito
ao fitar o seu semblante
minha pele se eriça
bate um frio baixo/ventre
dentro em mim faz-se um precisa-se
deus do céu o que são issos
premências?
*
Abril 08, 2009
não, não se dança tango só
de nina rizzi
...
e quando se juntarem
nossos corpos
áfrica e brasil se re-juntaram
(e teus pedaços peninsulares asiáticos)
e todas imensas placas
que bóiam no magma e
sustentam mundos de avessas pernas pra o ar,
voltaram a se colar
e é de novo pangéia
e esse oceano de prantos
é um só panthalassa
que o desejo da natureza
se materializou
: você, eu, nós
somonos geoglúteovaginoculargrafia
geotudosgrafia
...
e quando se juntarem
nossos corpos
áfrica e brasil se re-juntaram
(e teus pedaços peninsulares asiáticos)
e todas imensas placas
que bóiam no magma e
sustentam mundos de avessas pernas pra o ar,
voltaram a se colar
e é de novo pangéia
e esse oceano de prantos
é um só panthalassa
que o desejo da natureza
se materializou
: você, eu, nós
somonos geoglúteovaginoculargrafia
geotudosgrafia
Abril 04, 2009
Março 24, 2009
Março 22, 2009
Março 20, 2009
Março 18, 2009
Março 17, 2009
céu da boca
líria porto
minha língua é a tua língua
a lamber as mesmas palavras
morder as mesmas letras
beber os poemas
um nu
outro
d
e
s
m
i
l
i
n
g
u
i
d
o
s
*
minha língua é a tua língua
a lamber as mesmas palavras
morder as mesmas letras
beber os poemas
um nu
outro
d
e
s
m
i
l
i
n
g
u
i
d
o
s
*
Março 16, 2009
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